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Crónicas com Fundo de Guerra

Pepetela

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15,73 US$


Sumário

Livro capa mole

Detalhes

AS CRÓNICAS que compõem este livro foram publicadas no jornal Público de 1992 a 1995 e tinham por título genérico «Da Terra dos Mitos». Poderia ser até um bom título para manter. Mas as crónicas tinham sido escritas na altura em que, depois do processo de pacificação e eleições do ano de 1992, altura em que tudo de bom parecia possível de realizar em Angola, se seguiu a desilusão do fracasso colectivo que significou a continuação da guerra civil, até em muito mais larga escala de sofrimento e destruição. Como se destinavam a um público estrangeiro uma parte importante dele sem referências sobre o país, pouco se falava de guerra ou assuntos directamente políticos mas antes do dia-a-dia e do despontar de pequenas notas de esperança, por vezes mesmo alguma ficção. N o entanto, a guerra estava presente e o seu batuque ecoava por toda a parte, abafando a esperança. Talvez ainda se encontrem ecos nestas crónicas. Daí o título do actual livro. Quase vinte anos passados depois de escritas, apresentam ainda eventualmente situações semelhantes às do presente. Alguns aspectos estão ultrapassados, para melhor ou para pior, dependendo dos pontos de vista. Preferimos não peneirar, mantendo mesmo as que nitidamente se encontram demasiado datadas. Essas valerão pelo testemunho de um tempo que não queremos que volte. Com esta publicação em livro se abre também a oportunidade de as apresentar a um público angolano, o qual, espero, perceberá não ter sido o alvo inicial, embora nelas esteja exclusivamente representado. Pepetela

Características do Produto

Autor Pepetela
Editora Chá de Caxinde
N.° da Edição 1
Ano de publicação 2011
Números de Páginas 211
Formato Livro capa mole
Língua Português
ISBN 9789898498007
País de origem Angola
Código 20046
Dimensão [cm] 21 x 13,5 x 1,3
Sobre o Autor Pepetela ARTUR PESTANA nasceu em Benguela, Angola, em 1941, onde cursou o Ensino Secundário. Partiu para frequentar - a Universidade, em Lisboa, em 1958. Por razões políticas, em 1962, saiu de Portugal para Paris e seis meses depois para a Argélia, onde se licenciou em Sociologia, ao mesmo tempo que trabalhava na representação do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e no Centro de Estudos Angolanos, que ajudou a criar. Em 1969 foi chamado a participar na luta de libertação angolana, em Cabinda, tendo então adoptado o nome de guerra de Pepetela, que mais tarde viria a utilizar corno pseudónimo literário. Em Cabinda foi simultaneamente guerrilheiro e responsável do sector da educação. Em 1972 foi transferido para a Frente Leste de Angola, onde desempenhou a mesma actividade até ao acordo de paz de 1974 com o Governo português. Em Novembro de 1974 integrou a primeira delegação do MPLA que se fixou em Luanda, desempenhando os cargos de Director do Departamento de Educação e Cultura e do Departamento de Orientação Política. Em 1975, até à data da independência de Angola, foi membro do Estado-Maior da Frente Centro. No mesmo ano, participou na fundação da União de Escritores Angolanos. De 1976 a.1982, foi vice-ministro da Educação, passando posteriormente a leccionar Sociologia na Universidade de Luanda. Tem desempenhado cargos directivos na União de Escritores Angolanos. Actualmente é Presidente da Assembleia-Geral da Associação Cultural "Chá de Caxinde" e da Sociedade de Sociólogos Angolanos. Foi galardoado com os seguintes prémios: Prémio Nacional de Literatura de 1980, pelo romance "Mayombe". Prémio Nacional de Literatura de 1985, pelo romance "Yaka". Prêmio especial dos criticos de S. Paulo (Brasil) de 1993, pelo romance "A Geração da Utopia". Prémio Camões de 1997, pelo conjunto da obra. Prémio Prinz Claus (Holanda) de 1999, pelo conjunto da obra. Prémio Nacional de Cultura e Artes de 2002, pelo conjunto da obra. Prémio Internacional de 2007 da Associação dos Escritores Galegos.
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