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Mãe, Materno Mar

Boaventura Cardoso

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Disponibilidade: Não disponível

5,98 US$


Sumário

Livro capa mole

Detalhes

“ (...) E ele continuava com as mesmas interrogações sobre o mar. Que ele sabia o mar era uma grande massa e extensão de água salgada que cobre a maior parte da superfície da Terra, os grandes navios a sulcarem as movimentadas águas, os pescadores a enfrentarem as ferozes ondulante ondas, os assombrosos fantasmas, as míticas Kiandas, e os peixes se divertindo nas profundas águas. Se sentia, contudo, envergonhado de reconhecer, quando lhe perguntavam, que ele afinal nunca tinha visto essa grande extensão de água. Por isso lhe caçoavam os amigos, “o Maneca no dia em que ver o mar vai tomar banho de caneca”, e ele se encapelava mareante bravoso. De qualquer modo, se sentia familiarizado com todas as águas que ele gostava muito apaixonado, uma quase obsessão desde criança. Não era ele então quem que mais sabia estudado os enciclopédicos marítimos saberes? Quem que sabia mais que ele? Se recordava que a mãe lhe tinha contado que, quando grávida dele, tinha consultado um kimbanda por causa de umas dores violentas, que a resposta foi que ela se preparasse pois ia dar à luz uma sereia ou um outro qualquer monstro aquático. Lh! (...) “ “ (...) E ele continuava com as mesmas interrogações sobre o mar. Que ele sabia o mar era uma grande massa e extensão de água salgada que cobre a maior parte da superfície da Terra, os grandes navios a sulcarem as movimentadas águas, os pescadores a enfrentarem as ferozes ondulante ondas, os assombrosos fantasmas, as míticas Kiandas, e os peixes se divertindo nas profundas águas. Se sentia, contudo, envergonhado de reconhecer, quando lhe perguntavam, que ele afinal nunca tinha visto essa grande extensão de água. Por isso lhe caçoavam os amigos, “o Maneca no dia em que ver o mar vai tomar banho de caneca”, e ele se encapelava mareante bravoso. De qualquer modo, se sentia familiarizado com todas as águas que ele gostava muito apaixonado, uma quase obsessão desde criança. Não era ele então quem que mais sabia estudado os enciclopédicos marítimos saberes? Quem que sabia mais que ele? Se recordava que a mãe lhe tinha contado que, quando grávida dele, tinha consultado um kimbanda por causa de umas dores violentas, que a resposta foi que ela se preparasse pois ia dar à luz uma sereia ou um outro qualquer monstro aquático. Lh! (...) “ “ (...) E ele continuava com as mesmas interrogações sobre o mar. Que ele sabia o mar era uma grande massa e extensão de água salgada que cobre a maior parte da superfície da Terra, os grandes navios a sulcarem as movimentadas águas, os pescadores a enfrentarem as ferozes ondulante ondas, os assombrosos fantasmas, as míticas Kiandas, e os peixes se divertindo nas profundas águas. Se sentia, contudo, envergonhado de reconhecer, quando lhe perguntavam, que ele afinal nunca tinha visto essa grande extensão de água. Por isso lhe caçoavam os amigos, “o Maneca no dia em que ver o mar vai tomar banho de caneca”, e ele se encapelava mareante bravoso. De qualquer modo, se sentia familiarizado com todas as águas que ele gostava muito apaixonado, uma quase obsessão desde criança. Não era ele então quem que mais sabia estudado os enciclopédicos marítimos saberes? Quem que sabia mais que ele? Se recordava que a mãe lhe tinha contado que, quando grávida dele, tinha consultado um kimbanda por causa de umas dores violentas, que a resposta foi que ela se preparasse pois ia dar à luz uma sereia ou um outro qualquer monstro aquático. Lh! (...) “ “ (...) E ele continuava com as mesmas interrogações sobre o mar. Que ele sabia o mar era uma grande massa e extensão de água salgada que cobre a maior parte da superfície da Terra, os grandes navios a sulcarem as movimentadas águas, os pescadores a enfrentarem as ferozes ondulante ondas, os assombrosos fantasmas, as míticas Kiandas, e os peixes se divertindo nas profundas águas. Se sentia, contudo, envergonhado de reconhecer, quando lhe perguntavam, que ele afinal nunca tinha visto essa grande extensão de água. Por isso lhe caçoavam os amigos, “o Maneca no dia em que ver o mar vai tomar banho de caneca”, e ele se encapelava mareante bravoso. De qualquer modo, se sentia familiarizado com todas as águas que ele gostava muito apaixonado, uma quase obsessão desde criança. Não era ele então quem que mais sabia estudado os enciclopédicos marítimos saberes? Quem que sabia mais que ele? Se recordava que a mãe lhe tinha contado que, quando grávida dele, tinha consultado um kimbanda por causa de umas dores violentas, que a resposta foi que ela se preparasse pois ia dar à luz uma sereia ou um outro qualquer monstro aquático. Lh! (...) “

Características do Produto

Autor Boaventura Cardoso
Editora Chá de Caxinde
N.° da Edição 1
Ano de publicação 2002
Números de Páginas 299
Formato Livro capa mole
Língua Português
ISBN Não
País de origem Angola
Código 20069
Dimensão [cm] 21 x 13,6 x 2,5
Peso [kg] 0.4780
Sobre o Autor Boaventura Cardoso, nasceu em Luanda em 1944. Em Malanje, onde passou grande parte da sua infância, fez estudos primários e secundários, concluídos estes em Luanda. É licenciado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino “Angelicum” (Roma). Antigo funcionário dos Serviços de Fazenda e Contabilidade, desempenhou sucessivamente, a partir de 1977, os cargos de director do Instituto Nacional do Livro e do Disco, Secretário de Estado da Cultura e Ministro da Informação. Foi ainda Embaixador de Angola na República Francesa (1992 a 1999), Embaixador de Angola nas repúblicas italiana e Malta, bem como Representante Permanente de Angola junto dos organismos das Nações Unidas, com sede em Roma (FAO, PAM e FIDA), de 2000 a 2002. É, actualmente, Ministro da cultura de Angola. Membro-fundador da União dos Escritores Angolanos, foi distinguido em 2001 com o Prémio Nacional de Literatura, pelo romance Mãe, Materno Mar. É autor dos livros de contos Dizanga dia Muenhu (1997), O Fogo da Fala (1980) e A Morte do Velho Kipacaça (1987) e dos romances O signo do Fogo (1992), Maio, Mês de Maria (1997) e Mãe, Materno Mar (2001). Boaventura Cardoso, nasceu em Luanda em 1944. Em Malanje, onde passou grande parte da sua infância, fez estudos primários e secundários, concluídos estes em Luanda. É licenciado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino “Angelicum” (Roma). Antigo funcionário dos Serviços de Fazenda e Contabilidade, desempenhou sucessivamente, a partir de 1977, os cargos de director do Instituto Nacional do Livro e do Disco, Secretário de Estado da Cultura e Ministro da Informação. Foi ainda Embaixador de Angola na República Francesa (1992 a 1999), Embaixador de Angola nas repúblicas italiana e Malta, bem como Representante Permanente de Angola junto dos organismos das Nações Unidas, com sede em Roma (FAO, PAM e FIDA), de 2000 a 2002. É, actualmente, Ministro da cultura de Angola. Membro-fundador da União dos Escritores Angolanos, foi distinguido em 2001 com o Prémio Nacional de Literatura, pelo romance Mãe, Materno Mar. É autor dos livros de contos Dizanga dia Muenhu (1997), O Fogo da Fala (1980) e A Morte do Velho Kipacaça (1987) e dos romances O signo do Fogo (1992), Maio, Mês de Maria (1997) e Mãe, Materno Mar (2001). Boaventura Cardoso, nasceu em Luanda em 1944. Em Malanje, onde passou grande parte da sua infância, fez estudos primários e secundários, concluídos estes em Luanda. É licenciado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino “Angelicum” (Roma). Antigo funcionário dos Serviços de Fazenda e Contabilidade, desempenhou sucessivamente, a partir de 1977, os cargos de director do Instituto Nacional do Livro e do Disco, Secretário de Estado da Cultura e Ministro da Informação. Foi ainda Embaixador de Angola na República Francesa (1992 a 1999), Embaixador de Angola nas repúblicas italiana e Malta, bem como Representante Permanente de Angola junto dos organismos das Nações Unidas, com sede em Roma (FAO, PAM e FIDA), de 2000 a 2002. É, actualmente, Ministro da cultura de Angola. Membro-fundador da União dos Escritores Angolanos, foi distinguido em 2001 com o Prémio Nacional de Literatura, pelo romance Mãe, Materno Mar. É autor dos livros de contos Dizanga dia Muenhu (1997), O Fogo da Fala (1980) e A Morte do Velho Kipacaça (1987) e dos romances O signo do Fogo (1992), Maio, Mês de Maria (1997) e Mãe, Materno Mar (2001). Boaventura Cardoso, nasceu em Luanda em 1944. Em Malanje, onde passou grande parte da sua infância, fez estudos primários e secundários, concluídos estes em Luanda. É licenciado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino “Angelicum” (Roma). Antigo funcionário dos Serviços de Fazenda e Contabilidade, desempenhou sucessivamente, a partir de 1977, os cargos de director do Instituto Nacional do Livro e do Disco, Secretário de Estado da Cultura e Ministro da Informação. Foi ainda Embaixador de Angola na República Francesa (1992 a 1999), Embaixador de Angola nas repúblicas italiana e Malta, bem como Representante Permanente de Angola junto dos organismos das Nações Unidas, com sede em Roma (FAO, PAM e FIDA), de 2000 a 2002. É, actualmente, Ministro da cultura de Angola. Membro-fundador da União dos Escritores Angolanos, foi distinguido em 2001 com o Prémio Nacional de Literatura, pelo romance Mãe, Materno Mar. É autor dos livros de contos Dizanga dia Muenhu (1997), O Fogo da Fala (1980) e A Morte do Velho Kipacaça (1987) e dos romances O signo do Fogo (1992), Maio, Mês de Maria (1997) e Mãe, Materno Mar (2001).
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