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O Planalto do Salalé

Jorge Arrimar

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12,58 US$


Sumário

Livro capa mole

Detalhes

Muita coisa mudou após o desaparecimento de Bento Mattos, o principal morador do Bihé, durante a viagem de sua quibuca até Loanda. Era um sertanejo dos mais experientes, insistindo sempre em conduzir as suas caravanas para São Paulo d'Assumpção, pois adorava Loanda. Ouviam-lhe dizer muitas vezes que de mato já lhe bastava o Bihé, que Loanda era um banho de civilização. Só deixou de se falar do assunto quando os moradores se começaram a atarefar na preparação da maior quibuca que, até então, saíra do planalto central até ao litoral de Benguela, em 1842. E é nesta cidade que os sertanejos encontram o fascinante Garcia, homem de muitos interesses e grande experiência no interior, nomeada- mente na Huíla, onde residira e construíra uma amizade duradoura com o soba Nangolo. Com Garcia, seguirá Luís Pilarte para Mossamedes e daí farão, em 1843, uma interessante e perigosa viagem até Caconda, passando pelo Bumbo, Jau, Huíla, Quilengues e Caconda. A "Guerra do Rei" de Ferrão de Andrade e a "Guerra Preta" de Canduco vão dar que falar e... fugir. No Cuanhama, o grande Haimbíli recebe dois viajantes, um que vem das montanhas e outro que vem do litoral. Os adivinhos garantem-lhe que é sinal de um futuro pouco auspicioso que já começou. Talvez por isso, o soberano tenha dado ordens para que fizessem sentir medo aos estrangeiros. E mal eles dão entrada em solo cuanhama, são cercados por centenas de guerreiros das etangas avançadas de Haimbíli. De lanças empunhadas, ora avançam, ora recuam, ao mesmo tempo que entoam osicuâmbi, os cânticos de guerra. E as etangas formam um círculo que, de instante em instante, se vai estreitando, estreitando... até os recém-chegados sentirem as pontas das lanças encostadas ao seu corpo, o bafo quente dos guerreiros a queimar-lhes o rosto. Será o fim? Ninguém sabe. Os trilhos para a vida ou para a morte são diversos e, um dia aparece uma cabacinha mágica que mostra o caminho, como confidencia Mutâmu a Haimbíli. O Planalto do Salalé fala-nos destes tempos antigos e desta gente interessante, a maior parte dela perdida das nossas memórias e dos nossos livros. Esta é uma ficção que tem como lastro as estórias que a História deixou de lado. Muita coisa mudou após o desaparecimento de Bento Mattos, o principal morador do Bihé, durante a viagem de sua quibuca até Loanda. Era um sertanejo dos mais experientes, insistindo sempre em conduzir as suas caravanas para São Paulo d'Assumpção, pois adorava Loanda. Ouviam-lhe dizer muitas vezes que de mato já lhe bastava o Bihé, que Loanda era um banho de civilização. Só deixou de se falar do assunto quando os moradores se começaram a atarefar na preparação da maior quibuca que, até então, saíra do planalto central até ao litoral de Benguela, em 1842. E é nesta cidade que os sertanejos encontram o fascinante Garcia, homem de muitos interesses e grande experiência no interior, nomeada- mente na Huíla, onde residira e construíra uma amizade duradoura com o soba Nangolo. Com Garcia, seguirá Luís Pilarte para Mossamedes e daí farão, em 1843, uma interessante e perigosa viagem até Caconda, passando pelo Bumbo, Jau, Huíla, Quilengues e Caconda. A "Guerra do Rei" de Ferrão de Andrade e a "Guerra Preta" de Canduco vão dar que falar e... fugir. No Cuanhama, o grande Haimbíli recebe dois viajantes, um que vem das montanhas e outro que vem do litoral. Os adivinhos garantem-lhe que é sinal de um futuro pouco auspicioso que já começou. Talvez por isso, o soberano tenha dado ordens para que fizessem sentir medo aos estrangeiros. E mal eles dão entrada em solo cuanhama, são cercados por centenas de guerreiros das etangas avançadas de Haimbíli. De lanças empunhadas, ora avançam, ora recuam, ao mesmo tempo que entoam osicuâmbi, os cânticos de guerra. E as etangas formam um círculo que, de instante em instante, se vai estreitando, estreitando... até os recém-chegados sentirem as pontas das lanças encostadas ao seu corpo, o bafo quente dos guerreiros a queimar-lhes o rosto. Será o fim? Ninguém sabe. Os trilhos para a vida ou para a morte são diversos e, um dia aparece uma cabacinha mágica que mostra o caminho, como confidencia Mutâmu a Haimbíli. O Planalto do Salalé fala-nos destes tempos antigos e desta gente interessante, a maior parte dela perdida das nossas memórias e dos nossos livros. Esta é uma ficção que tem como lastro as estórias que a História deixou de lado. Muita coisa mudou após o desaparecimento de Bento Mattos, o principal morador do Bihé, durante a viagem de sua quibuca até Loanda. Era um sertanejo dos mais experientes, insistindo sempre em conduzir as suas caravanas para São Paulo d'Assumpção, pois adorava Loanda. Ouviam-lhe dizer muitas vezes que de mato já lhe bastava o Bihé, que Loanda era um banho de civilização. Só deixou de se falar do assunto quando os moradores se começaram a atarefar na preparação da maior quibuca que, até então, saíra do planalto central até ao litoral de Benguela, em 1842. E é nesta cidade que os sertanejos encontram o fascinante Garcia, homem de muitos interesses e grande experiência no interior, nomeada- mente na Huíla, onde residira e construíra uma amizade duradoura com o soba Nangolo. Com Garcia, seguirá Luís Pilarte para Mossamedes e daí farão, em 1843, uma interessante e perigosa viagem até Caconda, passando pelo Bumbo, Jau, Huíla, Quilengues e Caconda. A "Guerra do Rei" de Ferrão de Andrade e a "Guerra Preta" de Canduco vão dar que falar e... fugir. No Cuanhama, o grande Haimbíli recebe dois viajantes, um que vem das montanhas e outro que vem do litoral. Os adivinhos garantem-lhe que é sinal de um futuro pouco auspicioso que já começou. Talvez por isso, o soberano tenha dado ordens para que fizessem sentir medo aos estrangeiros. E mal eles dão entrada em solo cuanhama, são cercados por centenas de guerreiros das etangas avançadas de Haimbíli. De lanças empunhadas, ora avançam, ora recuam, ao mesmo tempo que entoam osicuâmbi, os cânticos de guerra. E as etangas formam um círculo que, de instante em instante, se vai estreitando, estreitando... até os recém-chegados sentirem as pontas das lanças encostadas ao seu corpo, o bafo quente dos guerreiros a queimar-lhes o rosto. Será o fim? Ninguém sabe. Os trilhos para a vida ou para a morte são diversos e, um dia aparece uma cabacinha mágica que mostra o caminho, como confidencia Mutâmu a Haimbíli. O Planalto do Salalé fala-nos destes tempos antigos e desta gente interessante, a maior parte dela perdida das nossas memórias e dos nossos livros. Esta é uma ficção que tem como lastro as estórias que a História deixou de lado.

Características do Produto

Autor Jorge Arrimar
Editora Chá de Caxinde
N.° da Edição 1
Ano de publicação 20102
Números de Páginas 239
Formato Livro capa mole
Língua Português
ISBN 97898984982005
País de origem Angola
Código 20085
Dimensão [cm] 20,8 x 14 x 1,8
Peso [kg] 0.4070
Sobre o Autor JORGE ARRIMAR [Jorge Manuel de Abreu Arrimar] Nasceu em S. Pedro da Chibia, Planalto da Huíla, Angola. É licenciado em História, pós-graduado em Ciências Documentais, possui o Diploma de Estudos Avançados em Ciências Documentais e da Informação e é doutorado em História Moderna. Professor de História no ensino secundário e de Ciências Documentais no ensino universitário. Na década de 70 foi um dos fundadores do GRUCUHUÍLA- Grupo Cultural da Huíla e dirigiu um suplemento literário no Jornal da Huíla, no qual publicou os seus primeiros textos. Nos Açores dirigiu (com C. Loureiro), num jornal local, a "Página Africana"; faz parte da antologia Nós Palavras (1979) e no âmbito da História insular publicou Cinco Cronistas dos Açores (1983). Em Macau foi director da Biblioteca Nacional/Central (1986-1998); membro da comissão organizadora do I Encontro de Poetas de Macau (1997); Curso de Teatro do Conservatório de Macau (1995-1997); Membro fundador da ANANGA - Associação de Naturais e Amigos de Angola em Macau; Foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural (1997). Membro da equipa organizadora dos Encontros de Poetas do Mundo em Almada (2010-11). Tem participação em várias antologias, nomeadamente: Ovi-sungu - 13 Poetas de Angola (Brasil); Contos do Mar Sem Fim - Antologia Afro-Brasileira (Brasil); Divina Música - Antologia de Poesia sobre Música (Portugal); Antologia de Poetas de Macau (Macau). Publicou os livros seguintes (Ed. Chá de Caxinde): O Planalto dos Pássaros (romance, 2002), Os Infortúnios de Juvêncio (conto, 2003), Malfadada e os Kimbandeiros (conto, 2010), Ovatyilongo - Poesia da Terra (poesia, 2010), O Planalto do Salalé (romance, 2012). São, ainda, de sua autoria os seguintes títulos: Ovatyilongo (1975), Poemas (c. E. B. Pinto, 1979), 20 Poemas de Savana (1981), Murilaonde (1990), Fonte do Lilau (1990), Secretos Sinais (1992), Confluências (c. Y. Jingming, 1997), Viagem à Memória das ilhas (2002). Colabora em revistas de artes e letras: "Zunái" (Brasil), "Literatas" (Moçambique), "Seixo Review" (Canadá); também no Dicionário Temático da Lusofonia (Lisboa, 2005). É sócio da Associação Cultural Chá de Caxinde (Luanda) e da Associação Casa da Cultura Angolana Welwtschia (Lisboa). Foi convidado a participar: I Encontro de Escritores Angolanos, Lubango (2004); 11 Bienal Literaria Internacional "Voces de África e Ásia", Santiago de Compostela (2008); X Correntes de Escritas, Póvoa de Varzim (2009); Salón Internacional del Libro Africano, Tenerife - Canárias (2009). É membro da União de Escritores Angolanos. JORGE ARRIMAR [Jorge Manuel de Abreu Arrimar] Nasceu em S. Pedro da Chibia, Planalto da Huíla, Angola. É licenciado em História, pós-graduado em Ciências Documentais, possui o Diploma de Estudos Avançados em Ciências Documentais e da Informação e é doutorado em História Moderna. Professor de História no ensino secundário e de Ciências Documentais no ensino universitário. Na década de 70 foi um dos fundadores do GRUCUHUÍLA- Grupo Cultural da Huíla e dirigiu um suplemento literário no Jornal da Huíla, no qual publicou os seus primeiros textos. Nos Açores dirigiu (com C. Loureiro), num jornal local, a "Página Africana"; faz parte da antologia Nós Palavras (1979) e no âmbito da História insular publicou Cinco Cronistas dos Açores (1983). Em Macau foi director da Biblioteca Nacional/Central (1986-1998); membro da comissão organizadora do I Encontro de Poetas de Macau (1997); Curso de Teatro do Conservatório de Macau (1995-1997); Membro fundador da ANANGA - Associação de Naturais e Amigos de Angola em Macau; Foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural (1997). Membro da equipa organizadora dos Encontros de Poetas do Mundo em Almada (2010-11). Tem participação em várias antologias, nomeadamente: Ovi-sungu - 13 Poetas de Angola (Brasil); Contos do Mar Sem Fim - Antologia Afro-Brasileira (Brasil); Divina Música - Antologia de Poesia sobre Música (Portugal); Antologia de Poetas de Macau (Macau). Publicou os livros seguintes (Ed. Chá de Caxinde): O Planalto dos Pássaros (romance, 2002), Os Infortúnios de Juvêncio (conto, 2003), Malfadada e os Kimbandeiros (conto, 2010), Ovatyilongo - Poesia da Terra (poesia, 2010), O Planalto do Salalé (romance, 2012). São, ainda, de sua autoria os seguintes títulos: Ovatyilongo (1975), Poemas (c. E. B. Pinto, 1979), 20 Poemas de Savana (1981), Murilaonde (1990), Fonte do Lilau (1990), Secretos Sinais (1992), Confluências (c. Y. Jingming, 1997), Viagem à Memória das ilhas (2002). Colabora em revistas de artes e letras: "Zunái" (Brasil), "Literatas" (Moçambique), "Seixo Review" (Canadá); também no Dicionário Temático da Lusofonia (Lisboa, 2005). É sócio da Associação Cultural Chá de Caxinde (Luanda) e da Associação Casa da Cultura Angolana Welwtschia (Lisboa). Foi convidado a participar: I Encontro de Escritores Angolanos, Lubango (2004); 11 Bienal Literaria Internacional "Voces de África e Ásia", Santiago de Compostela (2008); X Correntes de Escritas, Póvoa de Varzim (2009); Salón Internacional del Libro Africano, Tenerife - Canárias (2009). É membro da União de Escritores Angolanos. JORGE ARRIMAR [Jorge Manuel de Abreu Arrimar] Nasceu em S. Pedro da Chibia, Planalto da Huíla, Angola. É licenciado em História, pós-graduado em Ciências Documentais, possui o Diploma de Estudos Avançados em Ciências Documentais e da Informação e é doutorado em História Moderna. Professor de História no ensino secundário e de Ciências Documentais no ensino universitário. Na década de 70 foi um dos fundadores do GRUCUHUÍLA- Grupo Cultural da Huíla e dirigiu um suplemento literário no Jornal da Huíla, no qual publicou os seus primeiros textos. Nos Açores dirigiu (com C. Loureiro), num jornal local, a "Página Africana"; faz parte da antologia Nós Palavras (1979) e no âmbito da História insular publicou Cinco Cronistas dos Açores (1983). Em Macau foi director da Biblioteca Nacional/Central (1986-1998); membro da comissão organizadora do I Encontro de Poetas de Macau (1997); Curso de Teatro do Conservatório de Macau (1995-1997); Membro fundador da ANANGA - Associação de Naturais e Amigos de Angola em Macau; Foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural (1997). Membro da equipa organizadora dos Encontros de Poetas do Mundo em Almada (2010-11). Tem participação em várias antologias, nomeadamente: Ovi-sungu - 13 Poetas de Angola (Brasil); Contos do Mar Sem Fim - Antologia Afro-Brasileira (Brasil); Divina Música - Antologia de Poesia sobre Música (Portugal); Antologia de Poetas de Macau (Macau). Publicou os livros seguintes (Ed. Chá de Caxinde): O Planalto dos Pássaros (romance, 2002), Os Infortúnios de Juvêncio (conto, 2003), Malfadada e os Kimbandeiros (conto, 2010), Ovatyilongo - Poesia da Terra (poesia, 2010), O Planalto do Salalé (romance, 2012). São, ainda, de sua autoria os seguintes títulos: Ovatyilongo (1975), Poemas (c. E. B. Pinto, 1979), 20 Poemas de Savana (1981), Murilaonde (1990), Fonte do Lilau (1990), Secretos Sinais (1992), Confluências (c. Y. Jingming, 1997), Viagem à Memória das ilhas (2002). Colabora em revistas de artes e letras: "Zunái" (Brasil), "Literatas" (Moçambique), "Seixo Review" (Canadá); também no Dicionário Temático da Lusofonia (Lisboa, 2005). É sócio da Associação Cultural Chá de Caxinde (Luanda) e da Associação Casa da Cultura Angolana Welwtschia (Lisboa). Foi convidado a participar: I Encontro de Escritores Angolanos, Lubango (2004); 11 Bienal Literaria Internacional "Voces de África e Ásia", Santiago de Compostela (2008); X Correntes de Escritas, Póvoa de Varzim (2009); Salón Internacional del Libro Africano, Tenerife - Canárias (2009). É membro da União de Escritores Angolanos.
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